Pensamentos...

...revelados em sentimentos suavemente embalados na imensidão do ser...

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Em busca da minha essência!

Friday, December 17, 2004

Sonhos

Quantos sonhos não são concretizados devido ao medo do insucesso, ao receio da mudança e ao "comodismo do hábito".
Pensar alimenta a Alma. Mas também pode restringi-la.
Por vezes, os pensamentos encontram-se em desassossego como pássaros engaiolados, e precisamos soltá-los, dar-lhes liberdade.
Outras vezes, um só pensamento permanece intacto e catatónico a gritar sempre a mesma frase e temos que acordá-lo da letargia.
Em nenhum dos casos, permitas que te consumam. Porque eles servem para planear, organizar, delinear e realizar objectivos.
Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te e parte à descoberta do desconhecido. Vai preparado, leva provisões, um pára-quedas, um colete salva-vidas, equipamento de montanhismo, mapas, o que for preciso para te ajudar na demanda. Mas não deixes de ir. Vai!!!

Thursday, December 16, 2004

"Por não estarem distraídos"

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros.
O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."


Clarice Lispector

Friday, December 10, 2004

"Adão e Eva"

"Olhámo-nos um dia,
E cada um de nós sonhou que achara
O par que a alma e a cara lhe pedia.

- E cada um de nós sonhou que o achara...

E entre nós dois
Se deu, depois, o caso da maçã e da serpente,
... Se deu, e se dará continuamente:

Na palma da tua mão,
Me ofertaste, e eu mordi, o fruto do pecado.

- Meu nome é Adão...

E em que furor sagrado
Os nossos corpos nus e desejosos
Como serpentes brancas se enroscaram,
Tentando ser um só!

Ó beijos angustiados e raivosos
Que as nossas pobres bocas se atiraram
Sobre um leito de terra, cinza e pó!

Ó abraços que os braços apertaram,
Dedos que se misturaram!

Ó ânsia que sofreste, ó ânsia que sofri,
Sede que nada mata, ânsia sem fim!
- Tu de entrar em mim,
Eu de entrar em ti.

Assim toda te deste,
E assim todo me dei:

Sobre o teu longo corpo agonizante,
Meu inferno celeste,
Cem vezes morri, prostrado...
Cem vezes ressuscitei
Para uma dor mais vibrante
E um prazer mais torturado.

E enquanto as nossas bocas se esmagavam,
E as doces curvas do teu corpo se ajustavam
Às linhas fortes do meu,
Os nossos olhos muito perto, imensos,
No desespero desse abraço mudo,
Confessaram-se tudo!
... Enquanto nós pairávamos, suspensos
Entre a terra e o céu.

Assim as almas se entregaram,
Como os corpos se tinham entregado,
Assim duas metades se amoldaram
Ante as barbas, que tremeram,
Do velho Pai desprezado!

E assim Eva e Adão se conheceram:

Tu conheceste a força dos meus pulsos,
A miséria do meu ser,
Os recantos da minha humanidade,
A grandeza do meu amor cruel,
Os veios de oiro que o meu barro trouxe...

Eu, os teus nervos convulsos,
O teu poder,
A tua fragilidade
Os sinais da tua pele,
O gosto do teu sangue doce...

Depois...

Depois o quê, amor? Depois, mais nada,
- Que Jeová não sabe perdoar!

O Arcanjo entre nós dois abrira a longa espada...

Continuamos a ser dois,
E nunca nos pudemos penetrar!"


José Régio

Monday, December 06, 2004

Porta Sem Fechadura

O que pensar de uma porta sem fechadura ou com a mesma avariada?
Uma porta sem a capacidade de realizar o acto inerente à sua condição:
Abrir e fechar. Dar ou impedir a passagem.
O que pensará ela de si própria?
Que não funciona, que tem defeito, que é inutil. Incompleta!
O que sentirá por si própria?
Falta de autoestima e realização pessoal. Frustração!
Sabendo, a porta, da existência de uma chave à sua espera, uma chave que não pode desempenhar o seu papel, lembra-se que tem um handicap. E a tisteza assume uma dimensão enorme.
E o que pensará a chave desta porta?
O que poderá sentir por ela?
Pena, desilusão, frustração?
Como definir a relação entre uma chave e uma porta sem fechadura?

Monday, November 29, 2004

November Rain

"When I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin' when I hold you
Don't you know I feel the same
'Cause nothin' lasts forever
And we both know hearts can change
And it's hard to hold a candle
In the cold November rain
We've been through this such a long long time
Just tryin' to kill the pain
But lovers always come and lovers always go
An no one's really sure who's lettin' go today
Walking away
If we could take the time to lay it on the line
I could rest my head
Just knowin' that you were mine
All mine
So if you want to love me
then darlin' don't refrain
Or I'll just end up walkin'
In the cold November rain

Do you need some time...on your own
Do you need some time...all alone
Everybody needs some time...on their own
Don't you know you need some time...all alone
I know it's hard to keep an open heart
When even friends seem out to harm you
But if you could heal a broken heart
Wouldn't time be out to charm you

Sometimes I need some time...on my
own Sometimes I need some time...all alone
Everybody needs some time...on their own
Don't you know you need some time...all alone

And when your fears subside
And shadows still remain, ohhh yeahhh
I know that you can love me
When there's no one left to blame
So never mind the darkness
We still can find a way
'Cause nothin' lasts forever
Even cold November rain


Don't ya think that you need somebody
Don't ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You're not the only one
You're not the only one"


Guns N' Roses

Tuesday, November 16, 2004

Dia de Aniversário!!!

Hoje, fui presenteada com um bilhete para o concerto dos Corrs!
Foi um presente de aniversário. Pois, é verdade! 29 anitos!
Comecei bem, a festejar à Meia-Noite. E terminei a ver o concerto.
Gostei muito!
Deixo aqui a critica do Cotonete sobre o concerto!

"«Até me começa a crescer saliva na boca», dizia um dos fãs dos The
Corrs, que assistia deliciado - não só pela beleza das manas, mas também
pela doçura das suas canções - ao espectáculo de terça-feira, 16 de Novembro,
no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Sem a presença da baterista Caroline Corr, que foi mãe de uma menina há
pouco tempo, a banda irlandesa começou a actuar por volta das 21h30, com
o recinto bem composto e recheado de cadeiras no piso de baixo.

Após a entrada lusófona da praxe, na qual a vocalista Andrea Corr entoou
um sonoro «Boa noite, Lisboa», os três irmãos esforçaram-se por rever quase
toda a sua carreira, que data de 1991, embora com o pretexto de apresentar o
álbum "Borrowed Heaven", de 2004.

«É bom estar de volta a Portugal», dizia Andrea, que descreveu como
«fantástica» a sua estreia em palcos lusos, em Julho passado, no Estádio
de Braga. Já em Lisboa, apesar do arranque morno, o concerto foi aumentando
de tom, até chegar ao embevecimento convicto do público.

Acompanhados por quatro músicos, os irmãos Corrs foram deixando
transparecer intimidade, quer quando o guitarrista e teclista Jim dava
um pontapé no~traseiro da sua irmã Andrea, quer quando esta se encostava
à violinista Sharon para cantar.

'Only When I Sleep', 'Dreams', 'What Can I Do', 'Forgiven Not Forgotten',
'Old Town', 'Radio' e 'Runaway' foram alguns dos clássicos passados em
revista, que iam juntando os casais em abraços e "ooohs", além de provocarem
alguns nos entusiastas junto ao palco.

Do novo álbum, destaque para os temas 'Angel', 'Summer Sunshine' e para a
faixa-título 'Borrowed Heaven', que fala sobre «aproveitarmos bem a vida
antes de a devolvermos», dizia Andrea, com um sol artificial nos ecrãs por
trás de si. Enquanto isso, Andrea aproveitava para ir dançando e esvoaçando
o seu vestido preto, sempre com as faces rosadas pelo calor.

O protagonismo foi também cedido a Sharon, que interpretou 'No Frontiers' no
centro do palco, com Jim ao piano. Pouco depois, o trio de canções que
marcou a primeira despedida - 'So Young', 'I Never Really Loved You
Anyway' e 'Goodbye' - colocou todo o público a aplaudir de pé, levando
Andrea Corr às lágrimas.

O regresso ao palco, com 'Breathless' e com a música tradicional irlandesa
'Lough Erin Shore', deixou toda a gente de sorriso nos lábios. Aliás, no
final do concerto, só faltaram mesmo os trevos verdes ­ - porque o
cachecol e a bandeira de Portugal já estavam com os manos Corrs, para dar sorte."

Eu também vibrei!

Tuesday, November 02, 2004

Extasiante

Mais um concerto!
Desta vez, Tim Booth na Aula Magna.

BONE

From small beginnings rise the redwood

To oversee 2000 years
From her vantage, we’re all insects
From her stillness, we’re all on speed
Though each is different in its motion
There’s perfection in the seed
What is going down?

One man lives, one man dies
One forgives, one gets crucified
Life just takes you to the bone

One is faithful, one is not
One gets high upon the cross
Life just takes you to the bone

One born rich, one born poor
Life’s a bitch and I’m her whore
Life just takes you to the bone

In the big picture
Amongst humans
There’s such detail, light and shade

All the ranges of confusion
I’m with the fat man
Life is change
What is going down?

What you doing with that body?
It’s just borrowed
You confuse yourself, you confuse yourself
You’re not mind
You’re not thought
You’re not flesh
It’s not yours
Take your foot off the gas

There’s a human being in here
That’s beside yourself
There’s a spirit in here
You’re beside yourself
Slow down, reach out, I guess
One just prays to be in love
The other one kills in the name of God
Life just takes you to the bone
One makes bombs in Palestine
Nothing to lose except his life
Just takes you to the bone


written by T Booth / L Baker
all instruments by L Baker except backing vocals and melodica by L Lindley-Jones

FALL IN LOVE

Ease your lips into a velvet kiss while I enfold you
Move your hands across this promised land
The seekers guided by the pole star

Say the words
Why don’t you say the words
I have been waiting long to hear
Please fall in love with me

Drift with me upon an endless sea
We are divine in the realm of these senses
Every move has been a subterfuge
While we pretend that we really don’t care
Moved by fear we might be strangers here
But I can feel we might be one
Please fall in love with me

I hear the sound of moons falling
Surrender to this charm
I breeze across your soul darling
Deep eternity

Lost your mind
Well don’t you think it’s time
To swim away from the safety of these beaches
Trust the tides, they know which way to flow
And don’t you long to flow so far
Moved by waves we’ve never felt before
Till we are floating way out deep
Please fall in love with me
Please


written by T Booth / A Badalamenti
all instruments by L Baker except melodica by L Lindley-Jones and cello by Marjorie Ashenden
originally featured on the Booth And The Bad Angel album